Quem Somos
A Missão Evangélica União Cristã (MEUC) tem uma trajetória com mais de 80 anos, com trabalhos em diversos distritos (cidades), departamentos (áreas), projetos sociais e ramificações educacionais e de lazer.
Uma carta, um desabafo, um pedido de socorro enviado por Johanna Michel-Lörcher, aos trabalhos da Convenção de Gnadau, na Alemanha em meados de 1924, sensibilizou líderes e missionários, que se mobilizaram para atender ao pedido desta senhora recebido como um chamado de Deus.
Em sua carta, Johanna Michel-Lörcher compartilhou a realidade vivida pelos colonos, desde a fartura de alimentos como a convivência secular e com falta de conhecimento da Palavra e Pregação do Evangelho, dando abertura para seitas e superstições.
Em um trecho de sua carta, Johanna compartilha:
“O altiplano de Santa Catarina, onde vivemos, é um pedaço de terra de Deus que louva seu Criador. Na região povoada por uma rede de colônias alemãs vingam centeio e trigo, frutas européias, existem culturas de batata, trabalham pessoas laboriosas em trajes alemães. Crianças loiras, de olhos azuis, brincam nas colônias. No entanto, constatamos profundamente condoídos que, de geração em geração, vem definhando mais e mais a piedade evangélico-alemã, o claro conhecimento de Deus, a verdadeira fé em Deus. Com raridade crescente a palavra de Deus passa por herança dos que partem para seus descendentes. Caminhos difíceis, que exigem um dia de viagem até a igreja, impedem em grande parte a freqüência aos cultos. O pastor, que muitas vezes é simultaneamente professor, é responsável por uma região tão vasta, que não consegue fazer muito mais do que realizar os ofícios. Muitas vezes, ele pessoalmente não tem muito mais a oferecer do que isso. A maior parte das escolas alemãs foi fechada na guerra (1914-1918). São poucos os colonos alemães que ainda lêem em alemão. Por conseguinte, também não têm mais acesso à palavra de Deus escrita ou impressa. O conceito de Deus se dilui aos poucos. O coração faminto de Deus agarra-se a outros deuses: dinheiro e bens, ampliação das posses e pleno gozo da vida. Existem somente as coisas visíveis, ou então se tenta saciar a sede de coisas eternas em poços rotos. Os matrimônios mistos multiplicam-se sem limites. Seitas, como os adventistas, as testemunhas de Jeová, os mórmons e outros encontram ouvidos abertos. Em toda parte, porém, onde falta a verdadeira fé, a superstição celebra triunfos. E acontece que, nessas práticas, muitas mentes ingênuas acham que se encontram no caminho certo.
Um membro de nossa família adoeceu. E aí os vizinhos nos assediaram e recomendaram benzedores em série. À nossa recusa, eles responderam assombrados: "Essa gente faz tudo em nome de Deus. Isso não pode ser pecado...
Nossas grandes festas cristãs sequer são comemoradas, ou, quando o são, acontecem sem qualquer espiritualidade. O brasileiro, amante da beleza, não raro coloca um pinheiro de natal na sala, enquanto o colono deixa de fazê-lo... Não é o menino Jesus que vem na noite de Natal, e sim, na melhor das hipóteses, o papai-noel, a quem se teme ou que diverte. Perguntamos a uma porção de crianças se conheciam algum hino de Natal. Não havia nem uma sequer que conhecesse um deles. Por outro lado, o vento leva modinhas populares e os maiores sucessos através do Oceano para dentro da mais distante casa da floresta. E vem chegando sempre mais gente que leva mentira e embuste, imoralidade e cobiça para a casa do colono. Em face dessas circunstâncias, nossa consciência não nos deixa sossegar. Estendemos nossas mãos em busca de socorro. Imploramos a Deus e à sua comunidade na pátria por um mensageiro para nossa região, um preparador do caminho, que leve a alegre mensagem do evangelho aos corações e lares de nossos colonos. Estamos pedindo demais? Acaso o começo é demasiadamente pequeno? Confiamos na promessa de nosso Salvador, de que de um pequeno grão de mostarda inicial podem brotar incomensuráveis poderes de Deus. Um sopro de sua boca, e ele viverá, também dessas ossadas espalhadas por esta nossa região. Ele quer erigir seu reino não somente em solo alemão, e, sim, sobre toda a terra...".
Em 1927 chegou ao Brasil o pioneiro do trabalho, Missionário Alfred Pfeiffer. No dia 14 de Dezembro de 1927 o navio aportou no porto de São Francisco do Sul. A casa em Mato Preto estava preparada, mas o começo era difícil e os meios de transporte não eram nada comparados aos dos obreiros de nossos dias. Seu lema era: “Levar Cristo às pessoas e deixar-se guiar pelo Espírito Santo”.
Os trabalhos iniciaram com visitas, estudos bíblicos, retiros para jovens, escola bíblica e trabalho com crianças. A fome e a sede pela palavra de Deus era tão profunda que, com o passar dos anos, a organização e o chamado de Deus ao coração de novos missionários ocasionou a estruturação de departamentos como o infantil, jovens e adolescentes, mulheres, casais, famílias, música e outras áreas de extrema importância na perpetuação dos valores eternos.
Quando a MEUC completou 50 anos nosso pioneiro, missionário Alfred Pfeiffer, disse: “Humilho-me profundamente até o pó, que o Senhor me escolheu e chamou para ser o pioneiro para essa obra por Ele confirmada e conservada até hoje. Outra coisa não quis”.
A MEUC é uma entidade missionária evangélica que se reconhece na tradição da reforma e do Pietismo, inserida no contexto da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), com atividades realizadas em diversas cidades e através de diversos departamentos.
Acompanhe em nosso site os trabalhos nos distritos, departamentos, projetos e trabalhos sociais. “...de um pequeno grão de mostarda inicial brotaram incomensuráveis poderes de Deus.” Através de pessoas que se deixaram usar e guiar pelo objetivo e propósito de Deus, para honra e glória de seu Santo nome.
Missão
Ser uma entidade missionária marcada pelo amor de Deus e voltada para a vivência e a propagação do evangelho de Jesus Cristo ao ser humano, por meio da pregação, do acompanhamento pastoral e teológico, e do resgate diacônico da pessoa em sua integralidade e seu ambiente de vida.
Visão de futuro
Ser um movimento auto-sustentado de avanço missionário, acompanhamento pastoral e diacônico e de formação de comunidades e de lideranças da igreja cristã.
Valores
1. Vivência da fé no Deus triúno;
2. Amor a Deus, ao próximo como a si mesmo, bem como à criação;
3. Aceitação de toda a Bíblia como Palavra de Deus;
4. Iniciativa de avanço missionário arrojado e pioneiro;
5. Orientação teológica na Reforma Luterana e no Pietismo;
6. Ética cristã;
7. Busca de formação continuada;
8. Promoção do sacerdócio geral de todos os crentes;
9. Abertura para o diálogo ecumênico cristão;
10. Trabalho em equipe.
